Horário de Brasília

00:00:00

20/09/23

Entrevista de Mara Parrela, NAIAB 10 - Holanda

Entrevista com pessoas, ou sobre pessoas LGBT, Indígenas e Quilombolas, cujo resultado, preferencialmente, será direcionado à PcDVs, membros da AIAB – Academia Inclusiva de Autores Brasilienses.

1 – Para esclarecer os leitores de nosso projeto, por favor, quer descrever sua pessoa com nome, idade, características físicas, e algo a mais que queira nos informar?

- Sou Mara Parrela, de Minas Gerais no Brasil, mas resido nos Países Baixos. Sou morena, cabelos curtos, tenho 1,65 de altura, tenho 58 anos, uso óculos e sou gorda. E sou madrinha do PIEI - Prêmio Internacional do Espírito Inclusivo no ano de 2021.

2 – Caso tenha enfrentado algum problema com discriminação, pode nos contar como foi, e como foi o desfecho?

- A discriminação era em relação a uma das minhas entrevistadas. Samantha era travesti no Brasil e foi altamente discriminada pela família,  menos pela mãe e pela tia! Como jornalista brasileira nos Países Baixos, entrevistei Samantha.  Filha de uma brasileira no Recife, mãe e filha falaram abertamente   sobre a relação entre elas e a família que não aceitava sem restrições. Me recordo bem que Samantha veio a falecer no Brasil e sua mãe foi às pressas, enterrá-la. Viajou chorando durante todo o trajeto entre Amsterdam e Recife, com a companhia Royal Holandesa, KLM.  No voo de volta, alguns dias depois, entretanto, encontrou no seu assento, um cartão de condolências assinado pela tripulação, ilustrado com um  par de mãos que ofertavam um lindo buquê de flores.

3 – Você pode nos deixar uma mensagem e sua opinião sobre a diversidade humana, e sua posição na atual sociedade brasileira?

- Esse gesto de respeito  marcou a mãe profundamente e ser acolhida desta forma, por desconhecidos totalmente, fez aquela mãe esquecer por um bom tempo do sofrimento causado pela própria família e pessoas próximas que nunca aceitaram Samantha e suas escolhas.                                                        

4 – Nosso projeto na AIAB envolve pessoas com deficiência visual, qual sua opinião sobre projetos dessa natureza?

- Fundamentais pois inclusão social é abraçar as minorias e acolher sem preconceitos de raça,  credo, sexo ou defeito físico.

5 – Poderia deixar sua mensagem pessoal a título de enriquecimento, sobre o assunto tratado na 17ª Primavera dos Museus de 2023?

- A 17a Primavera dos Museus me fez relembrar desse buquê de flores no cartão de condolências pela Samantha. E espero que a inclusão e acolhimento, se insiram também em outras esferas.




 

19/09/23

Entrevista de Margarida Drumond de Assis


PARA POSTAGEM NO BLOG DA AIAB SOBRE A “17ª  PRIMAVERA DOS MUSEUS”

MEMÓRIAS E DEMOCRACIA – PESSSOAS LGBT INDÍGENAS E QULOMBOLAS

____________

MARGARIDA DRUMOND DE ASSIS

Minha contribuição poética, “Novo ser” , no intuito de uma maior solidariedade e igualdade entre todas as pessoas, em toda a humanidade:

NOVO SER

                                                                Margarida Drumond de Assis

 

Não te assustes

Se é mais frequente o teu sorriso

Nem te enganes

Se maior sensibilidade agora tens

A solidão existe, mas cresceu a empatia.

Como se deu a tantos outros

Também te transformaste

Queres ser feliz, mas não sozinho

Queres o bem da humanidade.

 

1.Para esclarecer os leitores de nosso projeto, por favor quer descrever a sua pessoa com nome, idade, características físicas e algo a mais que queiram nos informar?

Sou Margarida Drumond de Assis, tenho 71 anos, sou clara, cabelos louros e curtos, anelados; olhos azuis; 1,63, 92 quilos. Ainda menina me interessei por textos literários, e o gosto logo cresceu a partir de incentivo de minha mãe, Margarida Drumond Bowen, que me dava livros para ler. Sou escritora, jornalista, fotógrafa, diretora de teatro e roteirista; 46 anos de caminhada literária;  25 livros editados. Estou permanentemente em contato com o público de leitores e outros,  escrevendo livros em gêneros literários diversos, como romances, poesias, crônicas, biografias, teatro e roteiro cinematográfico. Semanalmente, escrevo crônicas para as redes sociais e divulgação em duas emissoras de rádio em Minas Gerais.

Participo de trabalhos inclusivos desde 1995, por ocasião da criação da Biblioteca Braille Dorina Nowill, quando do início da amizade com a professora e escritora Dinorá Couto Cançado e grupo que a apoiava, desde aquele início em magnífico trabalho inclusivo.

2. Caso tenha enfrentado algum problema com discriminação, pode nos contar foi o desfecho?

         No próprio meio literário, às vezes, acontecem ocasiões perversas de discriminação, isto é possível de se ver quando algum literato se deixa levar pela vaidade e, em vez de reconhecer o trabalho exitoso e guerreiro de um colega ou uma colega, às vezes o deprecia. Porém, sabemos que as discriminações que se referem às questões abordadas nesta 17ª Primavera dos Museus devem ser as piores possíveis, pois além de mutilações causadas no emocional das pessoas, diminuindo-as, muitas vezes elas são afetadas também fisicamente.

3. Você pode nos deixar uma mensagem, sua opinião sobre diversidade humana e sua posição na atual sociedade brasileira?

         O Brasil é um país com pessoas de origens diversas, um povo alegre e batalhador. No entanto, o preconceito é forte, é cultural e, muitas vezes, vem desde o berço; há discriminações de todo lado, em várias formações humanas na sociedade. Felizmente, nas últimas décadas, trabalhos vêm acontecendo pela conscientização para que não haja preconceito algum, nenhuma discriminação, devendo cada pessoa ser respeitada como é, na sua origem e formação, no seu jeito de ser.

 4. O nosso projeto envolve pessoas com deficiência visual. Qual a sua opinião sobre  projetos dessa natureza?

         Sobre a questão da deficiência visual, tem sido grande a luta pela inclusão social, um trabalho louvável em várias regiões, devendo ser mais difundido para alcançar as mesmas possibilidades e inserção das pessoas com tais problemas, com o que terão uma vida mais justa e digna.

 5 Poderia deixar sua mensagem pessoal, a título de enriquecimento sobre o assunto tratado na 17ª Primavera dos Museus 2023?

         As iniciativas como a da Primavera dos Museus são de relevância nacional e devem repercutir internacionalmente; assim, mais e mais pessoas serão beneficiadas, fazendo crescer a democracia, com todos tendo mais direitos e, naturalmente, mais habilitados no cumprimento de seus deveres.

 

Primavera dos Museus 2º dia

 Matéria vinda de Belo Horizonte - MG, por Dora Lucia






.................

A Diretoria de Políticas para a População LGBT, órgão da Prefeitura de Belo Horizonte, que compõe o organograma da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania - SMASAC, vinculada a Subsecretaria de Direito e Cidadania – SUDC, tem como objetivo estratégico a elaboração e implementação de políticas públicas que visem ao combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero e promovam e garantam os direitos humanos e a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no município.

O Decreto 16.580, de 16 de fevereiro de 2017, cria a Coordenadoria dos Direitos da População LGBT, e reconhece o Centro de Referência LGBT enquanto equipamento público constante na estrutura da Prefeitura. Na reforma administrativa de 2017, as Coordenadorias vinculadas à pasta de Direitos Humanos assumem status de Diretorias. Passa a nomear-se Diretoria de Políticas para População LGBT.
(Dora Lucia Couto Magalhães)
.................

Diversidade Sexual

O mundo é diverso,
Somos todos diversos.
Cada sujeito é único,
Com direito a escolhas.

Não cabe preconceito,
E nem discriminação!
Importa é o respeito,
Importa é o amor!

Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais merecem todo o respeito!
Merecem amar e serem amados!
Construir um mundo mais humanizado,
É dever , é bom senso, é amor!

(Dora Couto❤)
...............

Entrevista com pessoas, ou sobre pessoas LGBT, Indígenas e Quilombolas, cujo resultado, preferencialmente, será direcionado à PcDVs, membros da AIAB – Academia Inclusiva de Autores Brasilienses.

1 – Para esclarecer os leitores de nosso projeto, por favor, quer descrever sua pessoa com nome, idade, características físicas, e algo a mais que queira nos informar?
- Meu nome é Dora Lúcia Couto de Magalhães; sou uma mulher de pele branca, olhos e cabelos castanhos claros, 1,73cm de altura e tenho 63 anos. Sou professora do Ensino Fundamental e psicóloga. Trabalho na Diretoria de Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência/Prefeitura de Belo Horizonte.

2 – Caso tenha enfrentado algum problema com discriminação, pode nos contar como foi, e como foi o desfecho? 
- Eu tinha o nariz um pouco grande e fora dos padrões dito normais; ouvia me chamarem de “Nariz de Tucano” … e isto me trazia vergonha , timidez e sofrimento.

3 – Você pode nos deixar uma mensagem e sua opinião sobre a diversidade humana, e sua posição na atual sociedade brasileira?
-A diversidade humana é o que há de mais bonito, de mais real e sagrado pois não existe nenhum sujeito igual ao outro- somos únicos!

4 – Nosso projeto na AIAB envolve pessoas com deficiência visual, qual sua opinião sobre projetos dessa natureza?
-As pessoas com deficiência visual tem o direito de acessarem tudo o que os videntes acessam, com as devidas e necessárias adaptações.

5 – Poderia deixar sua mensagem pessoal a título de enriquecimento, sobre o assunto tratado na 17ª Primavera dos Museus de 2023?
-O assunto População LGBT+, Quilombolas e Indígenas deve ser abordado sempre,
para que se acabe a discriminação e o preconceito que ainda recaem sobre estas pessoas!
Em épocas passadas , estas pessoas eram maltratadas , eram diminuídas e não tinham voz e nem vez na sociedade. Com o movimento progressivo mundial de inclusão social, a vida das pessoas ligadas ao seguimento LGBT, Quilombolas e indígenas vem melhorando sob todos os aspectos.